<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7917019268518702491</id><updated>2012-02-15T23:27:14.454-08:00</updated><title type='text'>Blog do CP</title><subtitle type='html'>Aos que porventura estiverem acompanhando, o objetivo deste blog é apresentar minhas próprias conclusões e reflexões sobre determinados assuntos, os quais podem ser religiosos, filosóficos ou mesmo políticos. E por admitir que minhas "certezas" de hoje poderão se revelar equivocadas amanhã, seja total ou parcialmente, é possível que eu mude de opinião sobre certos assuntos com o passar do tempo. Portanto, todas as críticas serão bem vindas.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mcpimen.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7917019268518702491/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mcpimen.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>mcpimen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08513266909484102910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VTzjsMVZ3F8/S7jFO0GdRsI/AAAAAAAAAAM/8FWVVUPqaVE/S220/IMG0050A.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>7</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7917019268518702491.post-20445872335688634</id><published>2009-10-07T21:22:00.000-07:00</published><updated>2010-02-07T08:17:27.599-08:00</updated><title type='text'>Onipotência: atributo impossível</title><content type='html'>&lt;div align="justify" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;(revisado em fevereiro/10)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo o Cristianismo e suas diversas correntes (incluindo o Espiritismo), Deus é definido como um ser onipotente (sinônimo de "&lt;i&gt;todo-poderoso&lt;/i&gt;"), o que implica que ele pode fazer todas as coisas. Se isso for verdade, nada do que possamos imaginar é impossível para Deus. Neste caso, por exemplo, não poderia ser impossível para Deus fazer alguém voltar no tempo, ou fazer o tempo voltar e começar tudo de novo. Mesmo o que reputamos como absurdo, também não pode ser impossível. Logo, não seria absurdo, partindo do pressuposto da onipotência, imaginar que Deus não possa criar algumas fadas, duendes e unicórnios cor-de-rosa para habitarem nas florestas. Não poderia ser impossível para Deus, por exemplo, evitar todas as causas do sofrimento. Enfim, necessariamente, nada poderia ser impossível a Deus. Agora vou fazer alguns exercícios básicos de raciocínio, para ver se essa idéia sobrevive ao escrutínio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Premissa básica: Deus é Todo-Poderoso. Consequência necessária: para ele nada é impossível.(esta premissa parte de outra premissa: a de que realmente existe um Criador)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se Deus pode tudo, também pode se tornar limitado, logo, ele pode deixar de poder fazer tudo. Se Deus pode deixar de poder fazer tudo, ele deixa de poder voltar a ser onipotente, mas se ele puder voltar a ser onipotente, é porque nunca deixou de sê-lo. Se ele nunca deixou de ser onipotente, é porque não foi possível ele deixar de ser onipotente, mas se alguma coisa não lhe for possível, ele não pode ser onipotente. Pode Deus deixar de ser Deus e se transformar, para sempre, numa pedra? Em caso afirmativo, ele deixa de ser Deus porque se torna uma pedra e, consequentemente, é possível ele deixar de existir como Deus. Em caso negativo, ele não pode ser onipotente. Pode Deus tomar a decisão de somente ele, excluindo o universo, suas leis e criaturas, deixar de existir? Se sim, não precisamos de um Criador. Se não, não temos um Criador onipotente. Mas se temos um Criador e ele não é onipotente, isso implica que ele é limitado, finito. Como poderia o Criador ser limitado e ao mesmo tempo infinito? Poderia seu poder limitado durar eternamente e ele não ser onipotente? Se ele for finito não difere de nós, pois também somos limitados e finitos. Se ele for finito e nunca precisou de um criador, nós também não precisamos.&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Selecionei um grupo de estudiosos dos mais diferentes segmentos, incluindo um agnóstico. No geral com exceção do agnóstico, as respostas enfatizavam a existência de dois aspectos distintos a serem considerados: o da vontade e o da possibilidade. Minhas reflexões estão centradas no aspecto da possibilidade.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em uma das respostas que recebi por email, um teólogo argumentou ser possível embora não conveniente, para uma mãe dedicada e amorosa, estrangular seu bebezinho. Diante dessa ilustração, argumentou de forma semelhante em relação a Deus, desviando o raciocínio do campo da possibilidade para o campo da vontade. Com isso restringiu, mesmo sem essa intenção, o atributo da onipotência, o que veio a demonstrar a sua falta de sustentabilidade.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Com o Espiritismo ao que parece, existe essa mesma dificuldade. Ao tratar dos atributos divinos, Kardec argumenta, em &lt;em&gt;A Gênese&lt;/em&gt; capítulo II, que "&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O fato do ser infinita uma qualidade, exclui a possibilidade de uma qualidade contrária, porque esta a apoucaria ou anularia&lt;/strong&gt;. Um ser infinitamente bom não poderia conter a mais insignificante parcela de malignidade, nem o ser infinitamente mau conter a mais insignificante parcela de bondade, do mesmo modo que &lt;strong&gt;um objeto não pode ser de um negro absoluto, com a mais ligeira nuança de branco, nem de um branco absoluto com a mais pequenina mancha preta&lt;/strong&gt;. Deus, pois, &lt;strong&gt;não poderia ser simultaneamente bom e mau&lt;/strong&gt;, porque então, não possuindo qualquer dessas duas qualidades &lt;strong&gt;no grau supremo&lt;/strong&gt;, não seria Deus; todas as coisas estariam sujeitas ao seu capricho e para nenhuma haveria estabilidade.(...)&lt;/em&gt;"&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Será que estes argumentos também valeriam para a onipotência? Será que também podemos concluir, tomando como base o raciocínio de Kardec, que se houver alguma coisa que não seja possível a Deus, é porque ele não possui a qualidade de onipotência "&lt;em&gt;no grau supremo&lt;/em&gt;", e consequentemente "&lt;em&gt;não seria Deus&lt;/em&gt;", ou seja, não haveria Deus?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Se Kardec estiver certo no seu argumento, não há como chegar a outra conclusão.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maurício C.P.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7917019268518702491-20445872335688634?l=mcpimen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mcpimen.blogspot.com/feeds/20445872335688634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7917019268518702491&amp;postID=20445872335688634&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7917019268518702491/posts/default/20445872335688634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7917019268518702491/posts/default/20445872335688634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mcpimen.blogspot.com/2009_10_07_archive.html#20445872335688634' title='Onipotência: atributo impossível'/><author><name>mcpimen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08513266909484102910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VTzjsMVZ3F8/S7jFO0GdRsI/AAAAAAAAAAM/8FWVVUPqaVE/S220/IMG0050A.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7917019268518702491.post-6819533230353679047</id><published>2009-01-22T16:04:00.000-08:00</published><updated>2009-01-22T16:08:52.117-08:00</updated><title type='text'>Quem escreveu as leis da natureza?</title><content type='html'>&lt;h2 align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Teísmo e Ateísmo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Argumento teísta&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Do livro "Deus existe", de Antony Flew&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Talvez  o mais popular e intuitivamente plausível argumento pela existência  de Deus é o assim chamado argumento do desígnio. De acordo com ele,  o desígnio que se vê na natureza sugere a existência de um Planejador  cósmico. Tenho freqüentemente dito que esse é de fato um argumento  "da ordem &lt;i&gt;para &lt;/i&gt;o desígnio", porque tais argumentos  procedem da ordem percebida na natureza para mostrar a evidência de  um plano e, assim, de um Planejador. Embora eu já tenha sido um ferrenho  crítico do argumento do desígnio, passei a ver que, quando corretamente  formulado, ele constitui uma defesa persuasiva da existência de Deus.  Avanços em duas áreas em particular levaram-me a essa conclusão.  A primeira é a questão da origem das leis da natureza e as idéias,  a isso relacionadas, de importantes cientistas modernos. A segunda é  a questão da origem da vida e a reprodução. O que quero dizer quando  falo das leis da natureza? Por "lei", eu me refiro à regularidade  ou simetria na natureza. Alguns exemplos, tirados de livros didáticos,  podem ilustrar o que digo:&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;A  lei de Boyle estipula que, dada uma temperatura constante, o produto  do volume e da pressão de uma quantidade fixa de um gás ideal é constante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;De  acordo com a primeira lei do movimento de Newton, um objeto em repouso  permanecerá em repouso a menos que uma força externa atue sobre ele,  e um objeto em movimento permanecerá em movimento a menos que uma força  externa atue sobre ele.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;De  acordo com a lei de conservação da energia, a quantidade total de  energia em um sistema isolado permanece constante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;O  mais importante não é o fato de haver essas regularidades na natureza,  mas sim que elas são matematicamente precisas, universais e interligadas.  Einstein referiu-se a elas como "a razão encarnada". O que  devemos perguntar é o que fez a natureza surgir do jeito que é. Essa,  sem dúvida, é a pergunta que os cientistas, de Newton a Einstein e  a Heisenberg, fizeram e para a qual encontraram a resposta. Essa resposta  foi: a Mente de Deus.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Esse  modo de pensar não é encontrado apenas nos conhecidos cientistas teístas  pré-modernos, como Isaac Newton e James Maxwell. Pelo contrário, muitos  importantes cientistas da era moderna consideram as leis da natureza  pensamentos da Mente de Deus. Stephen Hawking termina seu best seller &lt;i&gt; Uma breve história do tempo &lt;/i&gt;com a seguinte passagem:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Se  descobrirmos uma teoria completa, ela terá de ser compreendida por  todas as pessoas, não apenas por alguns cientistas. Então nós todos,  filósofos, cientistas e pessoas comuns, devemos ser capazes de participar  da discussão sobre o motivo de nós e o universo existirmos. Se encontrarmos  a resposta, esse será o supremo triunfo da razão humana, porque, então,  conheceremos a mente de Deus.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Mesmo  que haja uma única, unificada teoria, ela será apenas um conjunto  de regras e equações. Pergunto: o que dá vida às equações e cria  um universo para que elas o descrevam?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Hawking  disse mais sobre isso em entrevistas posteriores. "O que causa  maior impressão é a ordem. Quanto mais descobrimos sobre o universo,  mais vemos que ele é governado por leis racionais." "E uma  pergunta continua: por que o universo dá-se ao trabalho de existir?  Se quiserem, vocês podem definir Deus como a resposta para essa pergunta."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;Quem escreveu  todos aqueles livros?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Muito  antes de Hawking, Einstein usava linguagem similar: "Quero saber  como Deus criou este mundo. Quero conhecer Seus pensamentos, o resto  são detalhes". Em meu livro &lt;i&gt;God and Philosophy, &lt;/i&gt; eu disse que não podemos tirar muita coisa desses trechos, porque Einstein  dissera que acreditava no Deus de Spinoza. Como, para Baruch Spinoza,  as palavras "Deus" e "natureza" eram sinônimos,  poderíamos dizer que Einstein, aos olhos do judaísmo, do cristianismo  e do islamismo, era inequivocamente um ateísta e "pai espiritual  de todos os ateístas".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Mas  o livro recente, &lt;i&gt;Einstein e a religião; física e teologia, &lt;/i&gt; de Max Jammer, um dos amigos de Einstein, pinta um quadro muito diferente  da influência de Spinoza e das próprias crenças de Einstein. Jammer  mostra que o conhecimento que Einstein tinha de Spinoza era bastante  limitado, que dele lera apenas &lt;i&gt;Ética &lt;/i&gt; e que rejeitara repetidos convites para escrever sobre sua filosofia.  Em resposta a um desses convites, ele replicou: "Não tenho conhecimento  profissional suficiente para escrever um artigo sobre Spinoza".  Embora Einstein compartilhasse a crença de Spinoza em determinismo,  Jammer afirma que é "artificial e infundado" presumir que  o pensamento de Spinoza influenciou a ciência de Einstein". Jammer  observa ainda que "Einstein tinha afinidade com Spinoza porque  percebia que ambos sentiam necessidade de solidão e também pelo fato  de terem sido criados na tradição judaica e mais tarde abandonado  a religião de seus ancestrais".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Mesmo  chamando atenção para o panteísmo de Spinoza, Einstein expressamente  negava ser ateísta ou panteísta:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;Não  sou ateísta, e não acho que posso me chamar de panteísta. &lt;/i&gt; Estamos na situação de uma criança que entra em uma enorme biblioteca  cheia de livros escritos em muitas línguas. A criança sabe que alguém  escrevera aqueles livros, mas não sabe como. Não entende os idiomas  nos quais eles foram escritos. Suspeita vagamente que os livros estão  arranjados em uma ordem misteriosa, que ela não compreende. Isso, me  parece, é a atitude dos seres humanos, até dos mais inteligentes,  em relação a Deus. Vemos o universo maravilhosamente arranjado e obedecendo  a certas leis, mas compreendemos essas leis apenas vagamente. Nossa  mente limitada capta a força misteriosa que move as constelações.  (Grifo acrescentado.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;No  livro &lt;i&gt;Deus: um delírio, &lt;/i&gt;Richard Dawkins fala de minha antiga  opinião de que Einstein era ateísta. Fazendo isso, ignora a declaração  categórica de Einstein, citada acima, de que ele não era ateísta,  nem panteísta. Isso é surpreendente, porque Dawkins cita Jammer, mas  deixa de fora numerosas declarações, tanto de Jammer como de Einstein,  que são fatais para seu argumento. Jammer observa, por exemplo, que  "Einstein sempre protestou contra o fato de ser visto como ateísta.  Em uma conversa com o príncipe Hubertus de Lowenstein, ele declarou  que ficava zangado com pessoas que não acreditavam em Deus e o citavam  para corroborar suas idéias. Einstein repudiou o ateísmo porque nunca  viu sua negação de um deus personificado como uma negação de Deus".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Einstein,  naturalmente, não acreditava em um Deus personificado, mas disse:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Uma  outra questão é a contestação da crença em um Deus personificado.  Freud endossou essa idéia em sua última publicação. Eu próprio  nunca assumiria tal tarefa, porque tal crença me parece preferível  à falta de qualquer visão transcendental da vida, e imagino se seria  possível dar-se, à maioria da humanidade, um meio mais sublime de  satisfazer suas necessidades metafísicas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;"Resumindo",  conclui Jammer, "Einstein, como Maimônides e Spinoza, categoricamente  rejeitava qualquer antropomorfismo no pensamento religioso". Mas,  diferentemente de Spinoza, que via na identificação de Deus com a  natureza a única conseqüência lógica da negação de um Deus personificado,  Einstein sustentava que Deus se manifesta "nas leis do universo  como um espírito infinitamente superior ao espírito do homem, diante  do qual nós, com nossos modestos poderes, devemos nos sentir humildes".  Einstein concordava com Spinoza na idéia de que quem conhece a natureza  conhece Deus, não porque a natureza seja Deus, mas porque a busca da  ciência, estudando a natureza, leva à religião.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;A "mente  superior" de Einstein&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Einstein  obviamente acreditava em uma fonte transcendental da racionalidade do  mundo, que ele chamava de "mente superior", "espírito  superior infinito", "força inteligente superior" e "força  misteriosa que move as constelações". Isso fica evidente em várias  de suas declarações:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Nunca  encontrei uma expressão melhor do que "religiosa" para definir  a confiança na racional natureza da realidade e de sua peculiar acessibilidade  à mente humana. Onde não há essa confiança, a ciência degenera,  tornando-se um procedimento sem inspiração. Se os sacerdotes lucram  com isso, que o diabo cuide do assunto. Não há remédio para isso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Quem  quer que tenha passado pela intensa experiência de conhecer bem-sucedidos  avanços nesta área (ciência) é movido por profunda reverência pela  racionalidade que se manifesta em existência... a grandeza da razão  encarnada em existência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;O  certo é que a convicção, semelhante ao sentimento religioso, da racionalidade  ou inteligibilidade do mundo, está por trás de todo trabalho científico  de uma ordem superior. Essa crença firme em uma mente superior que  se revela no mundo da experiência, ligada a profundo sentimento, representa  minha concepção de Deus.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Todos  os que seriamente se empenham na busca da ciência convencem-se de que  as leis da natureza manifestam a existência de um espírito imensamente  superior ao do homem, diante do qual nós, com nossos modestos poderes,  devemos nos sentir humildes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Minha  religiosidade consiste de uma humilde admiração pelo espírito infinitamente  superior que se revela nos pequenos detalhes que podemos perceber com  nossa mente frágil. Essa convicção profundamente emocional da presença  de um poder racional superior, que é revelado no incompreensível universo,  forma minha idéia de Deus.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;Saltos quânticos  na direção de Deus&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Einstein,  descobridor da relatividade, não foi o único grande cientista que  viu uma conexão entre as leis da natureza e a Mente de Deus. Os pais  da física quântica, outra grande descoberta científica dos tempos  modernos, Max Planck, Werner Heisenberg, Erwin Schrödinger e Paul Dirac,  também fizeram declarações similares, e abaixo reproduzo algumas  delas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Werner  Heisenberg, famoso por seu princípio da incerteza e pela mecânica  das matrizes, disse: "No decorrer de minha vida, vejo-me freqüentemente  compelido a refletir sobre o relacionamento dessas duas áreas de pensamento  (ciência e religião), porque nunca pude duvidar da realidade daquilo  para o que elas apontam". Em outra ocasião, ele disse:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Wolfang  (Pauli) me perguntou de modo inesperado: Você acredita em um Deus personificado?  Perguntei se podia reformular a pergunta, dizendo que preferia fazê-la  da seguinte maneira: você, ou qualquer outra pessoa, pode chegar à  ordem central de coisas e acontecimentos cuja existência parece estar  além da dúvida tão diretamente quanto pode alcançar a alma de outra  pessoa? Estou usando o termo &lt;i&gt;alma &lt;/i&gt; deliberadamente, para não ser mal-compreendido. Se fizer sua pergunta  dessa forma, eu direi que sim. Se a força magnética que tem guiado  essa bússola especial — e qual mais poderia ser sua fonte, a não  ser a ordem central? — se extinguisse, coisas terríveis aconteceriam  à humanidade, muito mais terríveis do que campos de concentração  e bombas atômicas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Outro  pioneiro da física quântica, Erwin Schrödinger, que desenvolveu a  mecânica ondulatória, declarou:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;O  quadro científico do mundo a minha volta é muito deficiente. Ele me  dá muitas informações factuais, põe toda nossa experiência em uma  ordem magnificamente coerente, mas mantém um horrível silêncio sobre  tudo o que é caro ao nosso coração, o que é realmente importante  para nós. Esse quadro não me diz uma palavra sobre a sensação de  vermelho ou azul, amargo e doce, sentimentos de alegria e tristeza.  Não sabe nada de beleza e fealdade, de bom e de mau, de Deus e de eternidade.  A ciência, às vezes, finge responder a essas perguntas, mas suas respostas,  quase sempre, são tão tolas que não podemos aceitá-las seriamente.  A ciência é reticente também quando se trata de uma pergunta sobre  a grande Unidade da qual nós, de alguma forma, fazemos parte, à qual  pertencemos. Agora, em nosso tempo, o nome mais popular para isso é  Deus, com D maiúsculo. A ciência tem sido, costumeiramente, rotulada  de ateísta e, depois de tudo o que já dissemos, isso não é de surpreender.  Se o quadro do mundo da ciência não contém beleza, alegria, tristeza,  se personalidade foi eliminada dele, por comum acordo, como poderia  conter a idéia mais sublime que se apresenta à mente humana?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Max  Planck, que foi o primeiro a introduzir a hipótese quântica, sustentou  claramente que a ciência complementa a religião, declarando que "nunca  poderá haver um real antagonismo entre religião e ciência, porque  uma é o complemento da outra". Ele também disse que "a religião  e a ciência natural estão lutando juntas numa cruzada sem trégua  contra o ceticismo e o dogmatismo, contra a descrença e a superstição,  e, assim, a favor de Deus!".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Paul  A. M. Durac, que complementou o trabalho de Heisenberg e Schrödinger  com uma terceira formulação da teoria quântica, observou que "Deus  é um matemático de altíssima categoria, que usou matemática avançada  para construir o universo".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Antes  desses cientistas, Charles Darwin já expressara uma opinião semelhante:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;A  razão me fala da extrema dificuldade, ou melhor, da impossibilidade  de concebermos a idéia de que esse imenso e maravilhoso universo, incluindo  o homem com sua capacidade de olhar para o passado distante e para o  futuro remoto, foi resultado de acaso cego. Assim refletindo, sinto-me  compelido a procurar uma Primeira Causa com mente inteligente, análoga,  de certo modo, àquela do homem. Mereço ser chamado de teísta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Essa  linha de pensamento é mantida viva nos escritos de muitos dos mais  importantes cientistas de hoje, como Paul Davies, John Barrow, John  Polkinghorne, Freeman Dyson, Francis Collins, Owen Gingerich, Roger  Penrose, e filósofos da ciência, como Richard Swinburne e John Leslie.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Davies  e Barrow, em particular, têm desenvolvido em teorias as idéias de  Einstein, de Heisenberg e outros cientistas a respeito da relação  entre a racionalidade da natureza e a Mente de Deus. Ambos receberam  o prêmio Templeton por suas contribuições a esse estudo. Suas obras  corrigem muitas concepções errôneas à medida que lançam luz sobre  os assuntos discutidos aqui.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;Leis de quem?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;No  discurso que fez na entrega do prêmio Templeton, Paul Davies disse  que "a ciência só progredirá se os cientistas adotarem uma visão  do mundo essencialmente teológica". Ninguém pergunta de onde  vieram as leis da física, mas "mesmo os cientistas mais ateus  aceitam, como um ato de fé, a existência de uma ordem na natureza  que obedece a leis e é, pelo menos parcialmente, compreensível para  nós". Davies rejeita duas comuns idéias errôneas. Diz que é  errada a idéia de que uma "teoria de tudo" — teoria hipotética  que unificaria todos os fenômenos físicos — mostraria que este é  o único mundo logicamente consistente, e que isso pode ser demonstrado,  porque não há nenhuma prova de que o universo é logicamente necessário,  e na verdade é possível imaginar universos alternativos que sejam  logicamente consistentes. Davies diz também que é uma "tolice  completa" supor-se que as leis da física são leis nossas, não  da natureza. Os físicos não podem acreditar que a lei da gravitação  de Newton seja uma criação cultural. As leis da física "realmente  existem", declara Davies, e o trabalho dos cientistas é descobri-las,  não inventá-las.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Ele  chama atenção para o fato de que as leis da natureza por trás dos  fenômenos não são descobertas por meio de observação direta, mas  reveladas por experiência e teoria matemática. Essas leis são escritas  num código cósmico que os cientistas devem decifrar a fim de que seja  revelada a mensagem que é "a mensagem da natureza, a mensagem  de Deus — a escolha do termo é sua —, mas não &lt;i&gt;nossa &lt;/i&gt; mensagem".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;A  questão principal, diz Davies, é dividida em três partes:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;De  onde vêm as leis da física?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Por  que temos essas determinadas leis, em vez de um conjunto de outras?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Como  explicamos o fato de que temos um conjunto de leis que dão vida a gases  sem traços característicos, consciência ou inteligência?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Essas  leis "parecem quase planejadas — funcionando em perfeita harmonia,  como dizem alguns comentaristas — para que a vida e a consciência  possam emergir". Ele conclui, dizendo que essa "natureza planejada  da existência física é fantástica demais para que eu a aceite como  um simples fato. Ela aponta para um significado fundamental e mais profundo  da existência". Palavras como "propósito" e "planejamento",  ele diz, captam apenas de modo imperfeito o porquê do universo. "Mas  existe um porquê, disso não tenho a menor dúvida."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;John  Barrow, em seu discurso na fundação Templeton, observa que a complexidade  infinita e a perfeita estrutura do universo são governadas por algumas  leis simples, simétricas e inteligíveis. "Existem equações  matemáticas, que parecem meros rabiscos num papel, que nos dizem como  universos inteiros se comportam." Como Davies, ele descarta a idéia  de que a ordem do universo é imposta por nossa mente. "A seleção  natural não requer a compreensão de quarks e buracos negros para nossa  sobrevivência e multiplicação."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Barrow  observa que, na história da ciência, novas teorias ampliam e incluem  teorias antigas. Embora a teoria da mecânica de Newton tenha sido substituída  pela de Einstein — e poderá ser substituída por alguma outra no  futuro —, daqui a mil anos engenheiros ainda recorrerão às teorias  de Newton. Do mesmo modo, Barrow diz, as concepções religiosas a respeito  do universo também usam aproximações e analogias para facilitar a  compreensão de coisas novas. "Elas não são toda a verdade, mas  isso não impede que sejam parte da verdade."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;h3&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;O divino  legislador&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Alguns  filósofos escreveram também sobre a divina procedência das leis da  natureza. Em seu livro &lt;i&gt;The Divine Lawmaker: Lectures on Induction,  Laws of Nature and the Existence of God, o &lt;/i&gt; filósofo de Oxford, John Foster, defende que a melhor explicação  para a regularidade da natureza, seja como for que a descrevamos, é  uma Mente divina. Se aceitamos o fato de que há leis, então temos  de aceitar que existe alguma coisa que impõe essa regularidade ao universo.  Mas o que é a impõe? Foster sustenta que a opção teísta é a única  séria, de modo que "é racionalmente justificada nossa conclusão  de que é Deus — o Deus explicado pelos teístas — que cria as leis,  impondo as regularidades ao mundo". Mesmo se negarmos a existência  de leis, ele argumenta, "há um forte argumento a favor da explicação  de que as regularidades são da autoria de Deus".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Swinburne  faz uma observação semelhante numa resposta à crítica feita por  Dawkins ao seu argumento do desígnio:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;O  que é uma lei da natureza? (Nenhum de meus críticos enfrentou essa  questão.) Dizer que é uma lei da natureza que todos os corpos se comportem  de certa maneira — por exemplo, atraem-se mutuamente de acordo com  certa fórmula — é, eu sugiro, dizer apenas que cada corpo físico  comporta-se assim, isto é, atrai cada corpo dessa maneira. É mais  simples supor que essa uniformidade surge da ação de uma substância  que faz com que todos comportem-se da mesma maneira do que supor que  o comportamento uniforme de todos os corpos é um fato irracional e  final.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;O  principal argumento de Swinburne é que um Deus personificado com as  qualidades tradicionais explica melhor a operação das leis da natureza.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Richard  Dawkins rejeitou esse argumento, dizendo que Deus é uma solução muito  complexa para explicar o universo e suas leis. Parece-me bizarra essa  declaração a respeito do conceito de um Ser espiritual onipotente.  O que há de complexo na idéia de um Espírito onisciente e onipotente,  uma idéia tão simples que é compreendida por todos os seguidores  das três maiores religiões monoteístas, o judaísmo, o cristianismo  e o islamismo? Alvin Plantinga recentemente observou que, pela própria  definição de Dawkins, Deus é simples, não complexo, porque é um  espírito, não um objeto material e que, portanto, não tem várias  partes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Retornando  a minha parábola do telefone via satélite do capítulo anterior, as  leis da natureza são um problema para os ateístas porque elas são  uma voz de racionalidade ouvida pelos mecanismos da matéria. "A  ciência baseia-se na suposição de que o universo é meticulosamente  racional e lógico em todos os níveis", escreve Paul Davies, comprovadamente  o mais influente expositor contemporâneo da ciência moderna. "Os  ateístas alegam que as leis da natureza existem sem nenhuma razão,  e que o universo é, em última análise, absurdo. Como cientista, acho  difícil aceitar isso. Tem de haver um solo firme e racional onde está  enraizada a ordenada e lógica natureza do universo."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    &lt;span style="font-family:Bookman Old Style;font-size:100%;"&gt;Esses  cientistas que apontam para a Mente de Deus não apenas adiantam-se  na apresentação de uma série de argumentos, ou de um processo de  raciocínio silogístico, como propõem uma visão da realidade que  emerge do centro conceitual da ciência moderna e impõe-se à mente  racional. E uma visão que eu, pessoalmente, considero não só convincente  como irrefutável. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7917019268518702491-6819533230353679047?l=mcpimen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mcpimen.blogspot.com/feeds/6819533230353679047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7917019268518702491&amp;postID=6819533230353679047&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7917019268518702491/posts/default/6819533230353679047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7917019268518702491/posts/default/6819533230353679047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mcpimen.blogspot.com/2009_01_22_archive.html#6819533230353679047' title='Quem escreveu as leis da natureza?'/><author><name>mcpimen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08513266909484102910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VTzjsMVZ3F8/S7jFO0GdRsI/AAAAAAAAAAM/8FWVVUPqaVE/S220/IMG0050A.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7917019268518702491.post-8513652208605287090</id><published>2009-01-19T14:08:00.000-08:00</published><updated>2009-01-19T14:09:29.799-08:00</updated><title type='text'>Pai, você acredita que Deus existe?</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:100%;"&gt;Meu filho mais velho  que hoje tem 12 anos me fez essa pergunta ontem à tarde. Se você estivesse  em meu lugar, como você responderia? Se você deseja que seu filho  aprenda a questionar e esteja imunizado contra uma possível “lavagem  cerebral”, qual seria a melhor forma de responder a essa pergunta? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:100%;"&gt;Vou dizer como respondi  a essa pergunta. Foi a melhor forma que encontrei para respondê-la.  Pode perfeitamente não ser a melhor abordagem para este caso, mas foi  a que me ocorreu naquele momento. Eu disse a ele que não tinha cem  por cento de certeza, mas achava bem provável que existisse uma espécie  de ENTE SUPERIOR. Isso não quer dizer que o Deus pregado nas igrejas  seja esse SER ou INTELIGÊNCIA SUPERIOR. Isso não quer dizer que tenhamos  condições de saber como este SER ou INTELIGÊNCIA SUPERIOR deveria  ser. Ele pode não existir, mas também pode existir e não ser como  esperamos ou como desejamos. Então, antes de perguntarmos se Deus existe,  cabe uma questão mais importante: o que é Deus? Sobre qual definição  devemos divagar se ele existe ou não existe? Tarefa difícil. Achei  melhor responder em termos de “mais provável” ou “menos provável”,  sem deixar de lembrar que isso também pode estar sujeito mais à minha  vontade de que ele exista do que a uma análise fria e imparcial do  assunto.  Muitos dizem ter certeza absoluta de sua existência,  mas os argumentos que utilizam são superficiais e não nos permitem  ter essa certeza. No meu caso, prefiro assumir que eu desejo que ele  exista e que seja diferente daquela caricatura grosseira apresentada  nos livros “sagrados”. Achei melhor abrir o jogo e dizer o que eu  realmente penso ao meu filho. Depois conversamos sobre o céu, sobre  o inferno, sobre demônios, sobre espíritos, naquela tarde tranqüila  de domingo que foi o dia de ontem. Quero que meu filho seja totalmente  livre para acreditar ou não em alguma coisa, e a única forma de ele  ser totalmente livre é entendendo o PORQUÊ de acreditar em alguma  coisa. Não há como ele entender o porquê de suas possíveis crenças  se ele não tiver coragem para questionar, seriamente, até as coisas  aparentemente mais inquestionáveis. Acredito que somente assim ele  estará mais imunizado contra as crendices, as superstições e o charlatanismo  que pululam e se acotovelam em nossos dias atuais, somente assim ele  estará mais preparado para o futuro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:100%;"&gt;Ao meu filho, com amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:100%;"&gt;Maurício C.P.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7917019268518702491-8513652208605287090?l=mcpimen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mcpimen.blogspot.com/feeds/8513652208605287090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7917019268518702491&amp;postID=8513652208605287090&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7917019268518702491/posts/default/8513652208605287090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7917019268518702491/posts/default/8513652208605287090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mcpimen.blogspot.com/2009_01_19_archive.html#8513652208605287090' title='Pai, você acredita que Deus existe?'/><author><name>mcpimen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08513266909484102910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VTzjsMVZ3F8/S7jFO0GdRsI/AAAAAAAAAAM/8FWVVUPqaVE/S220/IMG0050A.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7917019268518702491.post-2321543390335733568</id><published>2008-12-28T15:39:00.000-08:00</published><updated>2010-03-24T18:14:20.091-07:00</updated><title type='text'>Hebreus 9 e a propaganda antiespírita</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #660000;"&gt;&lt;strong&gt;O tiro interpretativo que sai pela culatra&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vamos ao ponto: &lt;em&gt;“E, como aos homens está ordenado &lt;strong&gt;morrerem uma vez&lt;/strong&gt;, vindo depois disso o juízo,...” (Hb. 9,27)&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os anos passam e sempre que num debate o tema é reencarnação na Bíblia, cedo ou tarde surge o famoso texto dessa questionável epístola, escrita aos hebreus. A manobra é previsível, vinda de católicos e protestantes inexperientes, quanto maior a inexperiência, maior a confiança em torno dessa passagem. Sacam dela como um hábil jogador que retira seu curinga escondido, e para escaparem de qualquer outro questionamento, usam-na como a fortaleza inexpugnável, o tiro de misericórdia contra a reencarnação, e dentre católicos e protestantes, há os que fazem isso com a emoção de quem pensa estar redescobrindo a América. Alguns neófitos mais empolgados, sentenciam que essa passagem é um problema insolúvel aos espíritas. E seria mesmo um grande problema, se o espírita julgasse a Bíblia infalível e inerrante de capa-a-capa, e não usasse a regra do &lt;em&gt;“Examinai tudo. Retende o bem” (I Ts.5,21)&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante tanto alarde em torno deste "argumento", seria injusto não emprestarmos um pouco de nossa atenção e reflexão a essa passagem. Iremos, portanto, analisá-la e submetê-la a todas as conseqüências para vermos se ela é, realmente, tão preocupante quanto se esforça por propagar a preocupada propaganda antiespírita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, e antes de qualquer outra coisa, precisamos saber quem é o seu autor. Se pesquisarmos sobre a autoria, o máximo que saberemos é que até hoje os estudiosos alinharam vários candidatos, mas ainda não chegaram a um acordo. Podemos comprovar isso de modo muito simples, e sem precisar ir a uma Biblioteca Pública ou Centro Cultural ou Faculdade de Teologia (embora eu também recomende esses meios), basta entrar em qualquer mecanismo de busca da Internet e digitar as palavras &lt;em&gt;“autoria de Hebreus”&lt;/em&gt;. No caso do Google (&lt;a href="http://www.google.com.br/"&gt;http://www.google.com.br/&lt;/a&gt;), por exemplo, se assim fizermos podemos encontrar aproximadamente 116 mil referências de sites, muitos contendo estudos e monografias diversas, todas elas admitindo a inescapável falta de unanimidade entre os estudiosos, sobre a autoria de Hebreus. Essa dúvida permeia mesmo entre os que defendem Paulo, ou Apolo, ou Lucas, ou Barnabé ou algum outro candidato específico, como o mais provável autor inspirado da epístola. Podemos encontrar trechos do tipo: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Hebreus não designa seu autor, e não existe unanimidade de tradição em relação à sua identidade. Alguns sábios destacam algumas evidências que podem indicar uma autoria paulina, enquanto outros sugerem que um dos colaboradores de Paulo, como Barnabé ou Apolo, podem ter escrito o livro. A especulação provou-se infrutífera, e a melhor conclusão pode ser a de Orígenes, no séc. III, que declarava que só Deus sabe ao certo quem o escreveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possibilidades na Autoria de Hebreus &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;O autor de Hebreus não se identificou pelo nome, no livro...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;De fato, a autoria de Hebreus é, até hoje, assunto de discussão entre os peritos. Nunca se provou ter sido escrita por Paulo e nem tem o estilo dele. ...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Neste site católico, por exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;AUTOR, LOCAL E DATA São igualmente imprecisos o autor, o local e a data da sua composição. As Igrejas do Oriente consideraram-na sempre como uma Carta paulina, apesar de muitos reconhecerem as suas diferenças em relação às outras Cartas de Paulo, sobretudo no que se refere à forma literária, à linguagem e estilo, à maneira de citar o AT e mesmo quanto à doutrina. A Igreja do Ocidente negou-lhe a autoria paulina até ao séc. IV e pôs, por vezes, em questão a sua condição de escrito inspirado e canônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão continuou controversa ao longo da história da exegese católica e protestante, mas &lt;strong&gt;actualmente é quase unânime a negação da autenticidade paulina&lt;/strong&gt;. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.paroquias.org/biblia/?m=11"&gt;http://www.paroquias.org/biblia/?m=11&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A importância de sabermos o autor está diretamente ligada ao que ele diz e às suas implicações. Vejamos o que ele diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;1. “aos homens está ordenado morrerem uma vez”&lt;br /&gt;2. “,vindo depois disso o juízo,...”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Independente do que se diga antes ou depois, o fato é que o trecho faz afirmações muito claras, suficientes para já chegarmos a algumas conclusões. Pra começar, o texto diz “ordenado”, e quem ordenou? Seja quem for, essa ordem diz que o homem só morre uma vez, sendo assim, ela nega que o homem possa morrer várias vezes e, conseqüentemente, nascer várias vezes, ou seja, ela realmente nega a reencarnação. Por outro lado, que um homem ressuscite e volte a morrer, ela também o está negando categoricamente. Então, se alguém quiser aceitar a “ordem” para negar a reencarnação, também terá que aceitá-la para negar as ressurreições, as quais, segundo autores bíblicos, teriam sido operadas por Jesus. Se a ignorarmos sob um dos aspectos, perdemos a força moral para tentar reforçar o outro, a título de “trampolim de acusação”, e isso abre precedentes para seguramente a ignorarmos também sob o outro aspecto. Se os que objetam contra a reencarnação, ignoram solenemente essa passagem, sempre que sua ênfase atinge outros textos que tratam de ressurreições, operadas por Jesus, por que não temos nós o mesmo direito de julgá-la, compará-la e, eventualmente, também ignorá-la? Se a encaramos com suspeita é porque, biblicamente, Jesus demonstrou ignorar por completo a existência dessa “ordem”, seja ao ressuscitar pessoas, seja ao ensinar a reencarnação. A crença de Jesus na reencarnação, segundo a mesma Bíblia, é algo que se fez revelado a poucos, tornando-se mais clara nessas passagens:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“E, se quereis dar crédito, &lt;strong&gt;João é o Elias que havia de vir&lt;/strong&gt;. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.” (Mt.11,14-15)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;“E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas; &lt;strong&gt;Mas&lt;/strong&gt; digo-vos que &lt;strong&gt;Elias já veio, e não o conheceram&lt;/strong&gt;, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim farão eles também padecer o Filho do homem. Então &lt;strong&gt;entenderam os discípulos que lhes falara de João o Batista&lt;/strong&gt;.” (Mt. 17,11-13) &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme diz o texto, Jesus não esperou que todos fossem entender e aceitar, e somente três desses discípulos, tempos mais tarde, chegaram finalmente a entender que aquele mesmo Elias transfigurado já havia sido encarnado e desencarnado, tendo vindo e já cumprido a profecia, sob a identidade de João Batista. É fato incontestável, portanto, que Jesus ignorou que existisse a “ordem” de morrer uma vez ao revelar sobre a vinda de Elias, posto que, para ser João Batista, este teria que morrer outra vez. Também é fato constatado que o autor de hebreus, seja lá quem for, ensinou claramente o contrário. Temos, inelutavelmente, duas opiniões que divergem. Uma de um autor desconhecido, outra de Jesus. Jesus, muito sábio e prudente, tomou o cuidado de advertir que o discípulo não pode querer ser mais do que o mestre:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Não é o discípulo mais do que o seu mestre, nem o servo mais do que o seu senhor.”(Mt.10,24)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Se ele enfatizou esse princípio, é porque julgava possível que isso pudesse acontecer. Se na pior das hipóteses, o discípulo apenas ensinar alguma coisa que de alguma forma diverge ou contradiz seu mestre, é recomendável, segundo o método de Jesus, que dediquemos nosso crédito ao mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor da epístola aos hebreus, desconhecido até o momento, realmente negou a reencarnação, conforme estamos verificando, e com essa mesma força, também negou outras coisas. Não podemos e nem devemos omitir esses fatos. Podemos sim é ir em busca de um ponto neutro, e para isso, para sermos realmente imparciais, ou iremos aceitar o que ele diz na íntegra, ou iremos rejeitar também na íntegra. Não há como ficar no meio termo. Qualquer uma das decisões, naturalmente, traz a sua carga relativa de razões e implicações, e delas, seus responsáveis jamais poderão se esquivar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não penso que para o Espiritismo, a autoridade de Jesus deva ser submetida ao entendimento de quaisquer de seus discípulos, se este entendimento for contrário ao dele em algum ponto. Ao espírita estudioso, portanto, sobejam razões à prova de escrutínio para rejeitarem a autoridade de um desconhecido ou seja lá quem for, em detrimento da autoridade maior de Jesus, aquele que, segundo o Espiritismo, é e sempre foi o grande Rabi e maior exemplo de perfeição a que a humanidade pode aspirar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maurício C.P.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7917019268518702491-2321543390335733568?l=mcpimen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mcpimen.blogspot.com/feeds/2321543390335733568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7917019268518702491&amp;postID=2321543390335733568&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7917019268518702491/posts/default/2321543390335733568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7917019268518702491/posts/default/2321543390335733568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mcpimen.blogspot.com/2008_12_28_archive.html#2321543390335733568' title='Hebreus 9 e a propaganda antiespírita'/><author><name>mcpimen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08513266909484102910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VTzjsMVZ3F8/S7jFO0GdRsI/AAAAAAAAAAM/8FWVVUPqaVE/S220/IMG0050A.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7917019268518702491.post-1842776360203523093</id><published>2008-12-25T14:56:00.000-08:00</published><updated>2008-12-28T15:05:01.969-08:00</updated><title type='text'>Imbassahy e o Cristianismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na categoria de críticos do Espiritismo, há os que não escondem o seu &lt;em&gt;odium theologicum&lt;/em&gt; e adoram recorrer a uma conhecida frase do saudoso polemista e autor espírita Carlos Imbassahy. Vejamos abaixo:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"O Espiritismo não é um ramo do Cristianismo como as demais seitas cristãs. Não assenta seus princípios nas Escrituras... a nossa base é o ensino dos espíritos, daí o nome - Espiritismo" (À Margem do Espiritismo, p. 126).&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De acordo com esses críticos, o autor citado seria uma espécie de “espírita coerente”, ao contrário de outros, por admitir que o Espiritismo não é Cristão por não ser um ramo deste e não se basear nas Escrituras. Mas se observarmos com um pouco de atenção, veremos o contrário desta idéia. Em primeiro lugar, ao comparar o Espiritismo com as &lt;em&gt;“demais seitas cristãs”&lt;/em&gt;, ele admite tacitamente que o primeiro também seja uma seita cristã. Em segundo lugar, também fica implícito que para ser considerado “seita cristã”, não é preciso assentar os seus princípios nas Escrituras. Isso justifica por que o Espiritismo não é como as demais. Ele tem um diferencial, e este diferencial está em sua abordagem das Escrituras. Mas para ser cristão, o ensino dos espíritos não precisa necessariamente ser cristão? É claro que sim. Resta-nos saber se o autor supracitado também pensa assim, e se isso está de acordo com os parâmetros da Codificação. Vejamos se assim procede. Para isso, vamos colher a opinião do Imbassahy e do Codificador do Espiritismo, Allan Kardec.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que o objetivo de nossos críticos, ao citar a frase, está centrado na opinião de um autor espírita, nada melhor do que saber o que eles pensam sobre isso. Vamos à pergunta básica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Kardec, é cristão o &lt;em&gt;"ensino dos espíritos"&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;As respostas estão abaixo: (os destaques são meus) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Da &lt;strong&gt;Revista Espírita, 1858&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;"&lt;strong&gt;O ensino dos Espíritos é eminentemente cristão&lt;/strong&gt;; apóia-se sobre a imortalidade da alma, as penas e as recompensas futuras, o livre arbítrio do homem, a moral do Cristo; portanto, não é anti-religiosa."&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Da &lt;strong&gt;Revista Espírita, 1860&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;"Com efeito, &lt;strong&gt;o Espiritismo se apóia essencialmente sobre o Cristianismo&lt;/strong&gt;; não vem substituí-lo, completa-o e veste-o com uma roupa brilhante." &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Da &lt;strong&gt;Revista Espírita, 1861&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;"&lt;strong&gt;O Espiritismo&lt;/strong&gt;, ao contrário, nada tem a destruir, porque &lt;strong&gt;se assenta sobre as próprias bases do cristianismo; sobre o Evangelho, do qual não é senão a aplicação&lt;/strong&gt;. Concebeis a vantagem, não de sua superioridade, mas de sua posição. Não é, pois, assim como alguns o pretendem, sempre porque não o conhecem, uma religião nova, uma denominação que se formas às expensas de suas irmãs mais velhas: é uma doutrina puramente moral que não se ocupa, de nenhum modo, dos dogmas e deixa a cada um inteira liberdade de suas crenças, uma vez que não se impõe a ninguém".&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Da &lt;strong&gt;Revista Espírita, 1861&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;"Traçamos, em O Livro dos Médiuns (nº 28, o caráter das &lt;strong&gt;principais variedades de Espíritas&lt;/strong&gt;; sendo essa distinção importante para o assunto que nos ocupa, cremos dever lembrá-la. § Podem-se colocar em primeira linha aqueles que crêem, pura e simplesmente, nas manifestações. &lt;strong&gt;O Espiritismo não é para eles senão uma ciência de observação&lt;/strong&gt;, uma série de fatos mais ou menos curiosos; &lt;strong&gt;a filosofia e a moral são acessórios, dos quais pouco se preocupam&lt;/strong&gt;, ou dos quais não supõem a importância. Nós os chamamos &lt;strong&gt;Espíritas experimentadores&lt;/strong&gt;. § Vêm em seguida aqueles que vêem no Espiritismo outra coisa senão os fatos; &lt;strong&gt;compreende-lhe a importância filosófica; admiram a moral que dele decorre, mas não a praticam&lt;/strong&gt;; extasiam-se diante de belas comunicações, como diante de um eloqüente sermão que se escuta sem aproveitá-lo. Sua influência sobre seu caráter é insignificante ou nula; não mudam nada em seus hábitos e não se privariam de um único gozo: o avarento é sempre sovina, o orgulhoso sempre cheio de si mesmo, o invejoso e o ciumento sempre hostis; para eles a caridade cristã não é senão uma bela máxima, e os bens deste mundo dominam, em sua estima, sobre os futuro: &lt;strong&gt;esses são os espíritas imperfeitos&lt;/strong&gt;. § Ao lado daqueles há outros, mais numerosos do que se crê, &lt;strong&gt;que não se limitam a admirar a moral espírita, mas que a praticam e lhe aceitam, por si mesmos, todas as conseqüências&lt;/strong&gt;. Convencidos de que a existência terrestre é uma prova passageira, tratam de aproveitar seus curtos instantes para caminhar na senda do progresso, esforçando-se por fazer o bem e reprimir seus maus pendores; suas relações são sempre seguras, porque sua convicção os distancia de todo pensamento do mal. A caridade é, em todas as coisas, a regra de sua conduta; &lt;strong&gt;esses são os verdadeiros Espíritas, ou melhor, os ESPÍRITAS CRISTÃOS&lt;/strong&gt;".&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fico por aqui, pois as referências são numerosas e o que foi mostrado acima penso ser suficiente para sabermos o que pensava o Codificador a respeito do assunto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E quanto ao Sr. Imbassahy, será que ele discordava disso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já conhecemos a imprecisão da conclusão atribuída à sua frase. Agora veremos o que ele nos diz, explicitamente, sobre isso. No livro &lt;em&gt;&lt;strong&gt;"RELIGIÃO"&lt;/strong&gt;,&lt;/em&gt; de sua autoria, FEB, 3ª edição, podemos encontrar as respostas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Esse que assim escreve, &lt;strong&gt;esse crente em Cristo&lt;/strong&gt;, diante dessa mensagem, como lhe chama, está com o coração aberto para todas as criaturas. Fala por ele o sentimento do amor divino. Convida todos os povos para &lt;strong&gt;verem o Cristo, para sentirem o Cristo, e sentir o Cristo&lt;/strong&gt; é ter a alma voltada para os sentimentos da solidariedade, em toda a sua máxima amplitude". § &lt;strong&gt;"Não é outro o apelo do Espiritismo"&lt;/strong&gt;. pág. 52 &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Ainda, pela cartilha, professar a religião cristã é admitir a doutrina, &lt;strong&gt;os ensinos de Nosso Senhor Jesus-Cristo&lt;/strong&gt;". § "&lt;strong&gt;Outra coisa não fazem os espiritistas, em matéria doutrinária, que não seja admitir os ensinos do Cristo, nosso Mestre&lt;/strong&gt;". § Entre os livros básicos da codificação cardeciana se encontram os Evangelhos do Senhor. A Federação Espírita Brasileira inscreveu, entre os princípios que formulou e que foram unanimente aprovados pelas Sociedades que lhe são adesas, o de que &lt;strong&gt;não há Espiritismo sem Evangelho&lt;/strong&gt;. Estabeleceu, ainda, que &lt;strong&gt;o Espiritismo é o Cristianismo&lt;/strong&gt;, e no frontispício de sua revista se encontra a declaração de que ela é órgão religioso de &lt;strong&gt;Espiritismo cristão&lt;/strong&gt;". § Aliás, se nos fosse dado formular o voto, diríamos que &lt;strong&gt;o Espiritismo reúne, sintetiza, condensa e interpreta os magnos princípios de todas as religiões, de que o Cristianismo é a suprema expressão&lt;/strong&gt;". pág. 92 &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Penso que já temos informações suficientes para sabermos o que pensa esse notável escritor e quiçá, insuperável polemista. Apenas para constar, somente neste livro ele refutou diversos teólogos, e é quase certo que deste livro nossos críticos, pouco informados, conhecem apenas aquele parágrafo, por assim constar em artigos anti-espíritas. Muito provavelmente, os que fazem uso dessa frase não prestaram atenção e não abriram o livro citado. Nem ao menos perceberam o erro de interpretação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aproveitando o ensejo, devo dizer foi graças a esse tipo de argumento que eu tive acesso a este livro, antes mesmo de ser espírita, e após investigá-lo posso dizer com certeza que este livro foi um dos que causaram maior impacto na minha transição do Protestantismo ao Espiritismo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Alguns dizem que é feio a um espírita se declarar cristão. Feio não é isso. Feio é julgar e criticar alguma coisa sem conhecê-la, sem ao menos tê-la investigado e estudado &lt;strong&gt;na fonte&lt;/strong&gt;, pois como diz um velho ditado, &lt;em&gt;“é na fonte que as águas são mais puras”&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Chegou o momento de finalizar essa breve análise, sugiro fortemente aos leitores, especialmente os que já se depararam com essa citação em artigos anti-espíritas, que leiam essa obra magnífica e reveladora, preparada em resposta aos que preferem estar &lt;em&gt;"À Margem do Espiritismo"&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maurício C.P.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7917019268518702491-1842776360203523093?l=mcpimen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mcpimen.blogspot.com/feeds/1842776360203523093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7917019268518702491&amp;postID=1842776360203523093&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7917019268518702491/posts/default/1842776360203523093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7917019268518702491/posts/default/1842776360203523093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mcpimen.blogspot.com/2008_12_25_archive.html#1842776360203523093' title='Imbassahy e o Cristianismo'/><author><name>mcpimen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08513266909484102910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VTzjsMVZ3F8/S7jFO0GdRsI/AAAAAAAAAAM/8FWVVUPqaVE/S220/IMG0050A.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7917019268518702491.post-5344628919040600083</id><published>2008-12-23T16:15:00.000-08:00</published><updated>2008-12-25T14:49:58.529-08:00</updated><title type='text'>7 perguntas implacáveis</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:130%;color:#000099;"&gt;Saul, Samuel e a pitonisa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(192,0,0);font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;Aos que crêem que Saul não conversou com Samuel&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;.... segundo a Bíblia!!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:10;"&gt;&lt;b&gt;PRELIMINARES.&lt;/b&gt; Essas perguntas gravitam em torno do episódio narrado em I Samuel 28, protagonizado por Saul (vivo) e Samuel (morto), que conversaram entre si através da pitonisa. Elas se destinam ao público fundamentalista que defende a “inerrância” ou “infalibilidade” ou “inspiração divina integral” das escrituras, mas que, ao mesmo tempo, negam essa mesma autoridade nesse ponto. Vamos a elas:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:10;"&gt;&lt;b&gt;1.&lt;/b&gt; Segundo a Bíblia, quem tinha morrido antes da consulta de Saul?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:10;"&gt;&lt;span style="font-size:8;"&gt;&lt;b&gt;SUGESTÃO DE RESPOSTA:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0); FONT-STYLE: italic"&gt;E &lt;b&gt;Samuel já estava morto&lt;/b&gt;, e todo o Israel o tinha chorado, e o tinha sepultado em Ramá, que era a sua cidade; e Saul tinha desterrado os adivinhos e os encantadores.&lt;/span&gt; (1Sm 28,3).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:10;"&gt;&lt;b&gt;2.&lt;/b&gt; Segundo a Bíblia, com quem Saul queria falar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:10;"&gt;&lt;span style="font-size:8;"&gt;&lt;b&gt;SUGESTÃO DE RESPOSTA:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0); FONT-STYLE: italic"&gt;A mulher então lhe disse: A quem te farei subir? E disse ele: Faze-me subir a &lt;b&gt;Samuel&lt;/b&gt;. (1Sm 28,11).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:10;"&gt;&lt;b&gt;3.&lt;/b&gt; Segundo a Bíblia, quem apareceu para a mulher?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:10;"&gt;&lt;span style="font-size:8;"&gt;&lt;b&gt;SUGESTÃO DE RESPOSTA:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0); FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;b&gt;Vendo, pois, a mulher a Samuel&lt;/b&gt;, gritou com alta voz, e falou a Saul, dizendo: Por que me tens enganado? Pois tu mesmo és Saul. (1Sm 28,12).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:10;"&gt;&lt;b&gt;4.&lt;/b&gt; Segundo a Bíblia, após que momento Saul entendeu que se tratava de Samuel?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:10;"&gt;&lt;span style="font-size:8;"&gt;&lt;b&gt;SUGESTÃO DE RESPOSTA:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0); FONT-STYLE: italic"&gt;E lhe disse: Como é a sua figura? E disse ela: Vem subindo &lt;b&gt;um homem ancião, e está envolto numa capa&lt;/b&gt;. Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra, e se prostrou. (1Sm 28,14).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:10;"&gt;&lt;b&gt;5.&lt;/b&gt; Segundo a Bíblia, foi o demônio que falou com Saul?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:10;"&gt;&lt;span style="font-size:8;"&gt;&lt;b&gt;SUGESTÃO DE RESPOSTA:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0); FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;b&gt;Samuel disse a Saul&lt;/b&gt;: Por que me inquietaste, fazendo-me subir? (1Sm 28,15).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:10;"&gt;&lt;b&gt;6.&lt;/b&gt; Segundo a Bíblia, foi o demônio que repreendeu Saul?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:10;"&gt;&lt;span style="font-size:8;"&gt;&lt;b&gt;SUGESTÃO DE RESPOSTA:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0); FONT-STYLE: italic"&gt;Então &lt;b&gt;disse Samuel&lt;/b&gt;: Por que, pois, me perguntas a mim, visto que o SENHOR te tem desamparado, e se tem feito teu inimigo? (1Sm 28,16).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:10;"&gt;&lt;b&gt;7.&lt;/b&gt; Segundo a Bíblia, a palavra de quem fez Saul temer e cair por terra?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:10;"&gt;&lt;span style="font-size:8;"&gt;&lt;b&gt;SUGESTÃO DE RESPOSTA:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0); FONT-STYLE: italic"&gt;E imediatamente Saul caiu estendido por terra, e grandemente temeu &lt;b&gt;por causa daquelas palavras de Samuel&lt;/b&gt;; e não houve força nele; porque não tinha comido pão todo aquele dia e toda aquela noite. (1Sm 28,20).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:10;"&gt;Alguns pontos a considerar:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:10;"&gt;&lt;b&gt;1.&lt;/b&gt; Se a Bíblia é infalível, não pode conter falhas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:10;"&gt;&lt;b&gt;2.&lt;/b&gt; Se a Bíblia está errada neste ponto, pode estar em muitos outros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:10;"&gt;&lt;b&gt;3.&lt;/b&gt; Se a Bíblia não é aceita neste ponto, é porque só aceitam dela o que convém.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:10;"&gt;&lt;b&gt;4.&lt;/b&gt; Se a Bíblia só deve ser aceita quando convém, nenhum dos que praticam isso tem moral para cobrar ou acusar qualquer outro de coisa parecida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:10;"&gt;Finalmente, estando certa ou errada, e até que alguém nos apresente melhores sugestões do que as apontadas para as perguntas acima, a Bíblia é muito clara e taxativa ao mostrar, por este episódio, que os mortos estão muito conscientes, podendo inclusive se comunicarem com os vivos, mesmo que para repreendê-los, quando para isso houver ocasião propícia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:10;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maurício C.P.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7917019268518702491-5344628919040600083?l=mcpimen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mcpimen.blogspot.com/feeds/5344628919040600083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7917019268518702491&amp;postID=5344628919040600083&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7917019268518702491/posts/default/5344628919040600083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7917019268518702491/posts/default/5344628919040600083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mcpimen.blogspot.com/2008_12_23_archive.html#5344628919040600083' title='7 perguntas implacáveis'/><author><name>mcpimen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08513266909484102910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VTzjsMVZ3F8/S7jFO0GdRsI/AAAAAAAAAAM/8FWVVUPqaVE/S220/IMG0050A.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7917019268518702491.post-7644598367637105353</id><published>2008-12-22T16:54:00.000-08:00</published><updated>2008-12-23T16:13:32.149-08:00</updated><title type='text'>Eclesiastes e o aniquilamento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Segundo os aniquilacionistas, Eclesiastes seria um texto legítimo para retratar o estado do homem na morte. Se tomado ao pé da letra, ele retrata um estado de total inconsciência e inatividade na morte. O verso 5 é dos primeiros que surgem, sempre que debatemos com um aniquilacionista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos o que diz o texto, sem desprezarmos seu devido contexto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eclesiastes 9:5,6&lt;/em&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;5 - Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - Também o seu amor, o seu ódio, e a sua inveja já pereceram, e já não têm parte alguma para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Observemos que a passagem nega não somente a consciência na morte, mas toda e qualquer possibilidade de uma vida futura. A primeira parte diz que &lt;em&gt;“os mortos não sabem coisa nenhuma”&lt;/em&gt;, mas a restante também diz que &lt;em&gt;“nem tampouco terão eles recompensa”&lt;/em&gt;, e &lt;em&gt;“já não têm parte alguma para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol”&lt;/em&gt;, do que se conclui que, se a primeira parte prova a inconsciência na morte, então, de igual modo, para sermos coerentes, a segunda parte provaria também que inexiste qualquer hipótese de ressurreição ou recompensa futura para os mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto revela total inconsciência na morte e a impossibilidade de qualquer recompensa &lt;em&gt;"debaixo do sol"&lt;/em&gt;, porque &lt;em&gt;"o seu amor, o seu ódio, e a sua inveja já pereceram", daí porque "não terão eles jamais recompensa"&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é inconsciência e inexistência. Não há possibilidade de vida futura, nem de recompensas. O trecho &lt;em&gt;"coisa alguma"&lt;/em&gt; também exclui as recompensas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima estão as consequências da postura aniquilacionista. Agora, vou colocar o entendimento que por motivos óbvios, entendo ser mais aceitável sobre o texto. Esse entendimento se baseia na reflexão de uma amiga que é formada em teologia. Segundo ela, há um período na vida de Salomão em que ele se encontrava desiludido, enfraquecido na fé e até um tanto afastado de Deus. Todo o começo de Eclesiastes, até pelo menos o décimo capítulo, estaria evidenciando esta situação. Nota-se num estudo apurado deste livro, a recuperação espiritual e emocional de Salomão, quando suas revelações passam de pessoais e amarguradas para espirituais e divinas, mudando totalmente sua posição em relação às afirmações feitas acima:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eclesiastes 12:7 “E o corpo volta para a terra como o era, e o espírito sobe para Deus, que o deu”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Diante da reflexão acima, essa posição é a única que considero aceitável até o momento. Não há como chegar a outra conclusão senão que essa passagem não serve de suporte à doutrina do aniquilamento ou do "sono da alma".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maurício C.P.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7917019268518702491-7644598367637105353?l=mcpimen.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mcpimen.blogspot.com/feeds/7644598367637105353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7917019268518702491&amp;postID=7644598367637105353&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7917019268518702491/posts/default/7644598367637105353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7917019268518702491/posts/default/7644598367637105353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mcpimen.blogspot.com/2008_12_22_archive.html#7644598367637105353' title='Eclesiastes e o aniquilamento'/><author><name>mcpimen</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08513266909484102910</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_VTzjsMVZ3F8/S7jFO0GdRsI/AAAAAAAAAAM/8FWVVUPqaVE/S220/IMG0050A.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
